Good to great – o Brasil feito para vencer

Recentemente o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou não ter dúvidas de que o País “vai dar certo”. Eu também tenho muita fé nisso, e todos devemos torcer para que o Brasil realmente dê certo. Estamos todos no mesmo barco, afinal de contas, como bem lembrou o presidente Jair Bolsonaro.

Mas para isso, vamos lembrar alguns pontos importantes. Em sua festejada obra “Good to great – Empresas feitas para vencer”, Jim Collins relata alguns pontos-chave das empresas que atingiram a excelência (não é suficiente ser bom, é preciso ser excelente). Muitas desses pontos, acredito, aplicam-se ao governo e ao governante de um país que deseja dar certo – o “líder de nível 5” -, e não apenas a executivos e administradores de empresas, enquanto entidades privadas, e que parece ser o foco principal do professor Jim Collins.

Considerando alguns atropelos noticiados nos últimos dias, o primeiro ponto a observar consiste em colocar as pessoas certas dentro do barco. E as erradas para fora dele (“primeiro quem… depois o quê”, escreve Collins). Com as pessoas certas no barco, com “players” de primeiríssimo time, o problema de motivar e gerenciar simplesmente deixa de existir. Exemplo disso – e veja como é fácil perceber – é o próprio ministro Paulo Guedes e o eminente ministro Sérgio Moro, dentre outros. Pessoas certas fazem as coisas certas e geram os melhores resultados. Não precisam ser gerenciadas nem controladas. Por outro lado, as pessoas erradas vão causar problemas, sob diversos aspectos.

Disso decorre outro ponto-chave: não tenha pressa para contratar, mas seja rápido se tiver que demitir. “Na dúvida, não contrate; continue procurando”.

Pessoas erradas no barco vão causar atraso e sofrimento, vão sugar a energia e desestimular a equipe. Não adianta adiar, tentar gerenciar ou compensar suas falhas, dar uma terceira, quarta, quinta chance. Ela não melhora; ou nunca foi sequer boa: demita logo. Ou mude-a de lugar. Talvez ela esteja no lugar errado do barco.

Não queremos um governo apenas bom. Queremos um governo excelente. O Brasil feito para vencer, para dar certo, precisa ser composto pelos melhores profissionais, por pessoas excelentes, aquelas que realçam como maior atributo não apenas inteligência, conhecimento e experiência, mas principalmente predisposição de caráter e ética profissional.

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